sábado, 29 de abril de 2017

Sungamana Sutra

Esta é uma tradução livre, espontânea e voltada para o estudo.


O Sutra do Indestrutível com excertos do comentário pelo venerável mestre Hsüan Hua. Uma nova tradução. Sociedade de tradução de textos budistas.

Agradecimentos
Os membros do comitê de tradução do Surangama Sutra agradecem aos importantes trabalhos de Bhiksuni Heng Ching, que foi a primeira tradutora deste texto para Sociedade de Tradução de Textos Budistas. A sua tradução abriu caminhos para esta nova tradução em língua inglesa e tornou o objeto muito mais simple do que jamais foi.
Gostaríamos de agradecer Bhiksuni Heng Yin, Madalena Lew, Martin Verhoeven e Doug Powers pelos conselhos; Bhiksuni Jing Xiang pela revisão do sânscrito, Anne Cheng pela publicação do livro, Stan Shoptaugh pelo design do livro, Laura Lyin pela correção conjunta, Dennis Crean pela capa e design do livro, numeração de páginas, correção e conselhos; Roger Kellerman e Susan Rounds pela revisão, Rubi Grad pela indexação e Mark Vahrenwald por girar a roda do Dharma.

Primeiras Palavras
Quando o Tripitaka mestre Hsüan Hua mudou-se para São Francisco para ensinar o Dharma para os ocidentais, o seu primeiro projeto foi ensinar o Surangama Sutra em detalhes. Durante o verão de 1968, ele sediou uma meditação de 90 dias para focalizar não apenas a meditação, mas também os ensinamentos do Surangama Sutra.
No começo dos anos 80, a Sociedade de Tradução de Textos Budistas publicou as aulas do mestre Hua daquela sessão de verão e pela primeira vez um Manual de Meditação Mahayana foi disponibilizado para os leitores ocidentais. Traduções inglesas mais recentes do Sutra Surangama eram incompletas e parcas em explicações. A apresentação do mestre Hua posiciona o Sutra no coração da vida contemplativa, abrindo caminhos para um cultivo real do Dharma para aqueles que desejam seguir o caminho budista. Pela perspectiva do mestre Hua, o Surangama é claro e de fácil acesso. Ele explica o sutra como um kalyanamitra, um bom e sábio amigo espiritual. Ele faz isso acompanhado, sabendo que não está só. Através dos séculos na China, Japão, Coréia e Vietnan, os professores e mestres na meditação como Mestre Han Shan da Dinastia Ming, Mestre Yuanying da era Republicana e o próprio professor do Mestre Hua - Xuyun - respeitaram e endorsaram as instruções do Sutra Surangama e usaram o Sutra como um confiável caminho para atingir a atenção perfeita.
Através dos anos, quando eu precisei de conselho para cultivar em mim a semente búdica, busquei o Surangama Sutra para encontrar informações com comentários de autoridade. Na leitura, vou para o capítulo "50 estados demoníacos da mente" (parte 10) para checar os estados estranhos da meditação. Leio as "25 sabedorias" (parte 6) para criar coragem de manter-me no caminho a partir das vozes dos Bodhissatvas. Vou para as "4 claras e definitivas instruções na Pureza" (Parte 7) para clarificar a interação com o mundo, por exemplo, lá eu acho as razões do Buda para advogar em favor da ausência de dano e da dieta diária.
Ao ativar a perspectiva do passado, Mestre Hua enfatiza a interação diária e real de Buda com seus estudantes. Sou levado pela voz de Buda assim que ela aparece no Sutra. O seu tom de voz é ao mesmo tempo sábio e carinhoso. Um exemplo dos ensinamentos é como o que segue adiante. Um nobre rei conversa com Buda sobre sua infância perto do rio Ganges. Após responder às engenhosas respostas de Buda, o rei experiencia a serenidade de sua natureza intrínseca e perde o medo da morte.
O rei escuta o Dharma e entende gradualmente os princípios da semente búdica, mas mesmo antes daquele diálogo, uma jovem cortesã encontra com Buda e acorda imediatamente. Ela caiu de amores por Ananda. Após apenas ouvir o Dharma, ela ajusta suas prioridades, abandona a perseguição pelo prazer e descobre a perfeita atenção (samadhi) e sabedoria. Ela se torna uma Arhet no caminho antes mesmo de Ananda. A história dela ilustra a pouca importância que Buda deu ao gênero biológico ou classe social nos seus ensinamentos, como encontramos nos sutras Mahayanas.
No diálogo entre Buda e seu primo Ananda, encontramos o cenário da narrativa e a completa expressão do espectro de Buda para ensinar as coisas. Buda guia pacientemente Ananda pelos cenários de sua mente tão logo ele progride da leitura do livro para a experiência real.
O ensinamento de Buda sobre o Sutra tornou-se real para mim por causa do Monastério da Montanha de Ouro, quando era um jovem monge. Observei o mestre Hua responder com a mesma medida de carinho para uma fiél variedade de devotos Chineses, professores universitários e verdadeiros hippies buscadores que passaram pelas portas do monastério. Cada um recebeu uma medida necessária da água do Dharma para nutrir seus cantis Búdicos.
Quase 30 anos se passaram desde que a Sociedade de Textos Budistas publicou a primeira versão do Surangama Sutra em inglês. Esta nova tradução adiciona ferramentas para a investigação de estudiosos, incluindo notas de rodapé apreciáveis, um tratamento mais sistemático de termos técnicos e uma prosa lúcida que foi beneficiada por três décadas de prática. A devoção dos discípulos que trabalharam no Surangama Sutra (que, devo enfatizar, trabalharam voluntariamente e sem remuneração) é demonstrada em cada página. Estes indivíduos seguem o estilo do mestre Hua para manter viva a jóia de sabedoria e mantê-la disponível para nosso uso. O Dharma veio para o ocidente há pouco tempo, mas o surgimento desta nova edição mostra raízes muito profundas.
Congratulo os muito voluntários da Sociedade de Tradução de Textos Budistas que deram generosamente seu tempo e esforço. Que a sabedoria e virtude deles se tornem completas e continuem a beneficiar todos os seres sencientes e, assim, juntos, possamos deixar para trás as limitações sensíveis e os nós do mundo mundano e a descrição de Budas sobre como as coisas são as raízes. Lá, no brilhante reino do tesouro daqueles-que-estão-por-vir, infusos com o magestoso espírito de Budha, poderemos atingir a mestria das três práticas que acaba as inconstâncias e realiza a paciência com o estado de mente na qual nenhum objeto aparece.
Rev. Heng Sure, Phd.
Presidente, Associação Budista do Reino do Dharma
Diretor do Monastério Budista de Berkeley

Fevereiro de 2009.

Nenhum comentário:

Postar um comentário