Esta é uma tradução livre, espontânea e voltada para o estudo.
O Sutra do Indestrutível com excertos do
comentário pelo venerável mestre Hsüan Hua. Uma nova tradução. Sociedade de
tradução de textos budistas.
Agradecimentos
Os membros
do comitê de tradução do Surangama Sutra agradecem aos importantes trabalhos de
Bhiksuni Heng Ching, que foi a primeira tradutora deste texto para Sociedade de
Tradução de Textos Budistas. A sua tradução abriu caminhos para esta nova
tradução em língua inglesa e tornou o objeto muito mais simple do que jamais
foi.
Gostaríamos
de agradecer Bhiksuni Heng Yin, Madalena Lew, Martin Verhoeven e Doug Powers
pelos conselhos; Bhiksuni Jing Xiang pela revisão do sânscrito, Anne Cheng pela
publicação do livro, Stan Shoptaugh pelo design do livro, Laura Lyin pela
correção conjunta, Dennis Crean pela capa e design do livro, numeração de
páginas, correção e conselhos; Roger Kellerman e Susan Rounds pela revisão,
Rubi Grad pela indexação e Mark Vahrenwald por girar a roda do Dharma.
Primeiras Palavras
Quando o
Tripitaka mestre Hsüan Hua mudou-se para São Francisco para ensinar o Dharma
para os ocidentais, o seu primeiro projeto foi ensinar o Surangama Sutra em detalhes. Durante o verão de 1968, ele sediou
uma meditação de 90 dias para focalizar não apenas a meditação, mas também os
ensinamentos do Surangama Sutra.
No começo dos
anos 80, a Sociedade de Tradução de
Textos Budistas publicou as aulas do mestre Hua daquela sessão de verão e
pela primeira vez um Manual de Meditação
Mahayana foi disponibilizado para os leitores ocidentais. Traduções
inglesas mais recentes do Sutra Surangama
eram incompletas e parcas em explicações. A apresentação do mestre Hua
posiciona o Sutra no coração da vida contemplativa, abrindo caminhos para um
cultivo real do Dharma para aqueles que desejam seguir o caminho budista. Pela
perspectiva do mestre Hua, o Surangama
é claro e de fácil acesso. Ele explica o sutra como um kalyanamitra, um bom e sábio amigo espiritual. Ele faz isso
acompanhado, sabendo que não está só. Através dos séculos na China, Japão,
Coréia e Vietnan, os professores e mestres na meditação como Mestre Han Shan da
Dinastia Ming, Mestre Yuanying da era Republicana e o próprio professor do
Mestre Hua - Xuyun - respeitaram e endorsaram as instruções do Sutra Surangama e usaram o Sutra como um
confiável caminho para atingir a atenção perfeita.
Através dos
anos, quando eu precisei de conselho para cultivar em mim a semente búdica, busquei
o Surangama Sutra para encontrar informações
com comentários de autoridade. Na leitura, vou para o capítulo "50 estados demoníacos da mente"
(parte 10) para checar os estados estranhos da meditação. Leio as "25 sabedorias" (parte 6) para criar
coragem de manter-me no caminho a partir das vozes dos Bodhissatvas. Vou para
as "4 claras e definitivas
instruções na Pureza" (Parte 7) para clarificar a interação com o
mundo, por exemplo, lá eu acho as razões do Buda para advogar em favor da
ausência de dano e da dieta diária.
Ao ativar a
perspectiva do passado, Mestre Hua enfatiza a interação diária e real de Buda
com seus estudantes. Sou levado pela voz de Buda assim que ela aparece no
Sutra. O seu tom de voz é ao mesmo tempo sábio e carinhoso. Um exemplo dos
ensinamentos é como o que segue adiante. Um nobre rei conversa com Buda sobre
sua infância perto do rio Ganges. Após responder às engenhosas respostas de
Buda, o rei experiencia a serenidade de sua natureza intrínseca e perde o medo
da morte.
O rei escuta
o Dharma e entende gradualmente os princípios da semente búdica, mas mesmo
antes daquele diálogo, uma jovem cortesã encontra com Buda e acorda
imediatamente. Ela caiu de amores por Ananda. Após apenas ouvir o Dharma, ela
ajusta suas prioridades, abandona a perseguição pelo prazer e descobre a
perfeita atenção (samadhi) e sabedoria. Ela se torna uma Arhet no caminho antes mesmo de Ananda. A história dela ilustra a
pouca importância que Buda deu ao gênero biológico ou classe social nos seus
ensinamentos, como encontramos nos sutras Mahayanas.
No diálogo
entre Buda e seu primo Ananda, encontramos o cenário da narrativa e a completa
expressão do espectro de Buda para ensinar as coisas. Buda guia pacientemente
Ananda pelos cenários de sua mente tão logo ele progride da leitura do livro
para a experiência real.
O
ensinamento de Buda sobre o Sutra tornou-se real para mim por causa do
Monastério da Montanha de Ouro, quando era um jovem monge. Observei o mestre
Hua responder com a mesma medida de carinho para uma fiél variedade de devotos
Chineses, professores universitários e verdadeiros hippies buscadores que
passaram pelas portas do monastério. Cada um recebeu uma medida necessária da
água do Dharma para nutrir seus cantis Búdicos.
Quase 30
anos se passaram desde que a Sociedade de
Textos Budistas publicou a primeira versão do Surangama Sutra em inglês. Esta nova tradução adiciona ferramentas
para a investigação de estudiosos, incluindo notas de rodapé apreciáveis, um
tratamento mais sistemático de termos técnicos e uma prosa lúcida que foi
beneficiada por três décadas de prática. A devoção dos discípulos que
trabalharam no Surangama Sutra (que,
devo enfatizar, trabalharam voluntariamente e sem remuneração) é demonstrada em
cada página. Estes indivíduos seguem o estilo do mestre Hua para manter viva a
jóia de sabedoria e mantê-la disponível para nosso uso. O Dharma veio para o
ocidente há pouco tempo, mas o surgimento desta nova edição mostra raízes muito
profundas.
Congratulo
os muito voluntários da Sociedade de
Tradução de Textos Budistas que deram generosamente seu tempo e esforço.
Que a sabedoria e virtude deles se tornem completas e continuem a beneficiar
todos os seres sencientes e, assim, juntos, possamos deixar para trás as
limitações sensíveis e os nós do mundo mundano e a descrição de Budas sobre
como as coisas são as raízes. Lá, no brilhante reino do tesouro
daqueles-que-estão-por-vir, infusos com o magestoso espírito de Budha,
poderemos atingir a mestria das três práticas que acaba as inconstâncias e
realiza a paciência com o estado de mente na qual nenhum objeto aparece.
Rev. Heng
Sure, Phd.
Presidente,
Associação Budista do Reino do Dharma
Diretor do
Monastério Budista de Berkeley
Fevereiro de
2009.
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