sábado, 29 de abril de 2017

Sungamana Sutra

Esta é uma tradução livre, espontânea e voltada para o estudo.


O Sutra do Indestrutível com excertos do comentário pelo venerável mestre Hsüan Hua. Uma nova tradução. Sociedade de tradução de textos budistas.

Agradecimentos
Os membros do comitê de tradução do Surangama Sutra agradecem aos importantes trabalhos de Bhiksuni Heng Ching, que foi a primeira tradutora deste texto para Sociedade de Tradução de Textos Budistas. A sua tradução abriu caminhos para esta nova tradução em língua inglesa e tornou o objeto muito mais simple do que jamais foi.
Gostaríamos de agradecer Bhiksuni Heng Yin, Madalena Lew, Martin Verhoeven e Doug Powers pelos conselhos; Bhiksuni Jing Xiang pela revisão do sânscrito, Anne Cheng pela publicação do livro, Stan Shoptaugh pelo design do livro, Laura Lyin pela correção conjunta, Dennis Crean pela capa e design do livro, numeração de páginas, correção e conselhos; Roger Kellerman e Susan Rounds pela revisão, Rubi Grad pela indexação e Mark Vahrenwald por girar a roda do Dharma.

Primeiras Palavras
Quando o Tripitaka mestre Hsüan Hua mudou-se para São Francisco para ensinar o Dharma para os ocidentais, o seu primeiro projeto foi ensinar o Surangama Sutra em detalhes. Durante o verão de 1968, ele sediou uma meditação de 90 dias para focalizar não apenas a meditação, mas também os ensinamentos do Surangama Sutra.
No começo dos anos 80, a Sociedade de Tradução de Textos Budistas publicou as aulas do mestre Hua daquela sessão de verão e pela primeira vez um Manual de Meditação Mahayana foi disponibilizado para os leitores ocidentais. Traduções inglesas mais recentes do Sutra Surangama eram incompletas e parcas em explicações. A apresentação do mestre Hua posiciona o Sutra no coração da vida contemplativa, abrindo caminhos para um cultivo real do Dharma para aqueles que desejam seguir o caminho budista. Pela perspectiva do mestre Hua, o Surangama é claro e de fácil acesso. Ele explica o sutra como um kalyanamitra, um bom e sábio amigo espiritual. Ele faz isso acompanhado, sabendo que não está só. Através dos séculos na China, Japão, Coréia e Vietnan, os professores e mestres na meditação como Mestre Han Shan da Dinastia Ming, Mestre Yuanying da era Republicana e o próprio professor do Mestre Hua - Xuyun - respeitaram e endorsaram as instruções do Sutra Surangama e usaram o Sutra como um confiável caminho para atingir a atenção perfeita.
Através dos anos, quando eu precisei de conselho para cultivar em mim a semente búdica, busquei o Surangama Sutra para encontrar informações com comentários de autoridade. Na leitura, vou para o capítulo "50 estados demoníacos da mente" (parte 10) para checar os estados estranhos da meditação. Leio as "25 sabedorias" (parte 6) para criar coragem de manter-me no caminho a partir das vozes dos Bodhissatvas. Vou para as "4 claras e definitivas instruções na Pureza" (Parte 7) para clarificar a interação com o mundo, por exemplo, lá eu acho as razões do Buda para advogar em favor da ausência de dano e da dieta diária.
Ao ativar a perspectiva do passado, Mestre Hua enfatiza a interação diária e real de Buda com seus estudantes. Sou levado pela voz de Buda assim que ela aparece no Sutra. O seu tom de voz é ao mesmo tempo sábio e carinhoso. Um exemplo dos ensinamentos é como o que segue adiante. Um nobre rei conversa com Buda sobre sua infância perto do rio Ganges. Após responder às engenhosas respostas de Buda, o rei experiencia a serenidade de sua natureza intrínseca e perde o medo da morte.
O rei escuta o Dharma e entende gradualmente os princípios da semente búdica, mas mesmo antes daquele diálogo, uma jovem cortesã encontra com Buda e acorda imediatamente. Ela caiu de amores por Ananda. Após apenas ouvir o Dharma, ela ajusta suas prioridades, abandona a perseguição pelo prazer e descobre a perfeita atenção (samadhi) e sabedoria. Ela se torna uma Arhet no caminho antes mesmo de Ananda. A história dela ilustra a pouca importância que Buda deu ao gênero biológico ou classe social nos seus ensinamentos, como encontramos nos sutras Mahayanas.
No diálogo entre Buda e seu primo Ananda, encontramos o cenário da narrativa e a completa expressão do espectro de Buda para ensinar as coisas. Buda guia pacientemente Ananda pelos cenários de sua mente tão logo ele progride da leitura do livro para a experiência real.
O ensinamento de Buda sobre o Sutra tornou-se real para mim por causa do Monastério da Montanha de Ouro, quando era um jovem monge. Observei o mestre Hua responder com a mesma medida de carinho para uma fiél variedade de devotos Chineses, professores universitários e verdadeiros hippies buscadores que passaram pelas portas do monastério. Cada um recebeu uma medida necessária da água do Dharma para nutrir seus cantis Búdicos.
Quase 30 anos se passaram desde que a Sociedade de Textos Budistas publicou a primeira versão do Surangama Sutra em inglês. Esta nova tradução adiciona ferramentas para a investigação de estudiosos, incluindo notas de rodapé apreciáveis, um tratamento mais sistemático de termos técnicos e uma prosa lúcida que foi beneficiada por três décadas de prática. A devoção dos discípulos que trabalharam no Surangama Sutra (que, devo enfatizar, trabalharam voluntariamente e sem remuneração) é demonstrada em cada página. Estes indivíduos seguem o estilo do mestre Hua para manter viva a jóia de sabedoria e mantê-la disponível para nosso uso. O Dharma veio para o ocidente há pouco tempo, mas o surgimento desta nova edição mostra raízes muito profundas.
Congratulo os muito voluntários da Sociedade de Tradução de Textos Budistas que deram generosamente seu tempo e esforço. Que a sabedoria e virtude deles se tornem completas e continuem a beneficiar todos os seres sencientes e, assim, juntos, possamos deixar para trás as limitações sensíveis e os nós do mundo mundano e a descrição de Budas sobre como as coisas são as raízes. Lá, no brilhante reino do tesouro daqueles-que-estão-por-vir, infusos com o magestoso espírito de Budha, poderemos atingir a mestria das três práticas que acaba as inconstâncias e realiza a paciência com o estado de mente na qual nenhum objeto aparece.
Rev. Heng Sure, Phd.
Presidente, Associação Budista do Reino do Dharma
Diretor do Monastério Budista de Berkeley

Fevereiro de 2009.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Invocações básicas da Chama Violeta para transformação
por Troika saint Germain
Disponível em: https://ascension-stgermain.com/violetflame-article.html

Tradução livre, para estudo, sem finalidade comercial.

A Chama Violeta é um presente divino e uma ferramenta para todos, dada a nós pelo mestre ascenso Saint Germain. É um fogo sagrado que existe nas Dimensões mais Altas. Pessoas com o dom da visão interdimensional já a viram. Câmeras já a capturaram quando não era visível para a pessoa que tirava a foto. A Chama Violeta é REAL e convido a todos para usá-la para seu grande benefício.

A Chama Violeta é uma Alquimia Espiritual em ação. Assim como a Alquimia é conhecida por transformar Chumbo em Ouro, o último propósito da Chama Violeta é transformar o Humano em um Humano Divino. A sua ação é TRANSMUTAR sentimentos densos, ações, atos, carmas, etc. em uma frequência vibracional mais elevada, que nos prepara para atingir a Ascensão. Ascensão significa tornar-se um Humano Divino, também conhecido como Ser Crístico - um nível de Consciência passível de ser obtido por qualquer pessoa. Você pode utilizar a Chama Violeta em perfeita harmonia com qualquer sistema de crenças conhecido, religião ou prática. É uma ferramente neutra desprovida de qualquer condição absoluta agregada a ela.

Algumas organizações ensinam as pessoas a utilizar a Chama Violeta com preces pré-escritas e afirmações que devem ser memorizadas e ditas em uma ordem pré-estabelecida e, desse modo, elas funcionam. Algumas dessas afirmações são muito complexas e rimam com bastante repetição. Saint Germain sempre me alertou que essas palavras não são tão importantes. Muitas pessoas gastam sua energia e focus preocupando-se se elas disseram as palavras corretamente ou não. Isso leva as pessoas a se esquecerem da parte realmente importante no uso da Chama Violeta -- Sentí-la em seu coração, seu desejo, intenção e sinceridade. Use as palavras de seu próprio coração.

Existem ilimitados usos da Chama Violeta. Esse é o método básico ensinado a mim por Saint Germain e ele deseja que todos o usem como fundamento para o trabalho com a Chama Violeta. É muito simples e composto apenas por quatro passos. Uma vez compreendido os princípios por trás desta prática, você pode adaptá-lo e utilizá-lo de modo ilimitável.

Passo 1. Traga a Chama Violeta para o seu corpo. Peça ao seu Eu Superior, um Mestre, Guia ou Anjo para acompanhar você ao realizar isso, ou apenas peça para a Chama para "Ser Manifesta", qualquer que seja mais confortável. É de grande ajuda visualizar (não importando se você consegue mesmo Ver ou não) ou imaginar que existe uma bola de fogo violeta sobre sua cabeça. Depois, peça para a bola de fogo violeta para entrar em seu corpo e preencher cada espaço de seu corpo.

Passo 2. Gire a Chama Violeta por dentro e ao redor do seu corpo. Mantenha a Chama dentro do seu corpo enquanto pede para ela ir para o seu chakra do coração e rodar ao redor e circular o lado de fora do seu corpo de modo a envolver os seus corpos emocional, mental e espiritual.

Passo 3. Solicite a Chama Violeta para Transmutar tudo o que você deseja que seja modificado ou eliminado de sua vida. Algumas pessoas gostam de mencionar tudo como em uma lista de compras - todos os carmas, sentimentos negativos tais quais raiva, pobreza, frustração, tristeza, doença física, etc, o que é bom. Mas você pode também selecionar um bordão como "transmute qualquer coisa e tudo o que esteja impedindo o caminho de minha ascensão, ou o meu caminho para tornar-me um Ser Crístico". Novamente, é a intenção e o sentimento por trás dessa frase. Uma frase importante a adicionar em seu pedido é: "em todas as dimensões, em todos os graus, através do tempo e espaço, passado, presente e futuro". Esse modo cobre todos os seus períodos de vida e todos os seus corpos multidimensionais.

Passo 4. Mude a negatividade em uma Luz Divina e preencha o seu corpo. A energia nunca é perdida e não pode ser "deletada", entretanto, ela pode ser MODIFICADA em uma frequência mais alta. Essa é a importância de pedir à Chama Violeta para fazer isso. Você pode especificar qual energia deve ser transformada. Daí, chame a energia para seu corpo e aura. Algumas pessoas gostam de fazer a lista novamente. "Por gentileza, transforme tudo em amor, prosperidade, abundância, paz e felicidade". Ou você pode pedir por cores de Raios específicos, que são energia pura. Por exemplo, Rosa é Amor Incondicional. Azul é paz e tranquilidade. Verde é saúde e abundância. Azul Marinho é conhecimento espiritual e intuição. Violeta é avanço espiritual e conhecimento. Qualquer uma das maneiras funciona bem. A Invocação da Chama Violeta acima transforma tudo em uma luz Dourada Platinada da Consciência Crística, que envolve todas as qualidades de todas as cores.

A invocação abaixo foi dada a mim por Saint Germain como um exemplo da Meditação em 4 passos da Alquimia da Chama Violeta, que transmutará seu carma e pensamentos, ações e emoções negativos. Uma vez entendido o processo, por gentileza individualize a Invocação utilizando palavras do seu próprio coração e diga-as com um grande sentimento e intenção. Dizer estas palavras em voz alta é melhor porque o poder e vibração da palavra falada tem energia, que ajuda a criar o máximo resultado da Chama Violeta. Se você se assemelha as pessoas que não entendem suas próprias palavras, você pode repeti-las no silêncio de sua própria mente.

Concentre. Respire algumas vezes e diga:

Amada Presença EU SOU, Amado Deus, Minha Fonte Divina, por gentileza manifeste em mim agora a Sagrada Transmutação da Chama Violeta. Traga a Chama Violeta para cada célula, molécula e átomo do meu corpo preenchendo-o totalmente e completamente.

Abençoada Chama Violeta, arda em meu coração e expanda-se para fora e ao redor dos meus corpos físico, emocional, mental e espiritual, envolvendo todo meu Ser com sua Graça Divina, Amor, Misericórdia e Perdão.

Transmute todo carma, pensamentos, ações, atos e energias negativas que eu criei em qualquer tempo, em todas as dimensões, em todos os graus, em todos os corpos, através de todos os tempos e espaço, passado, presente e futuro, por toda a Eternidade. Transmute qualquer coisa e tudo que impeça meu caminho para tornar-me o Ser Crístico Ascenso que EU SOU.

Amada Presença EU SOU transforme tudo o que foi transmutado na Luz Dourada Platinada de Deus, a Consciência Crística, a Luz de Deus que nunca falha.

Envie a sua Luz Dourada Platinada a mim agora, preenchendo e circundando meu corpo inteiro com sua radiação divina. Cresça a minha vibração e frequência para níveis mais altos dos possíveis por mim neste momento.

Que Seja Isso e Assim É. Agradeço, Deus. Amem.

É sugerido que você faça isso logo pela manhã e como última coisa ao dormir, ou em qualquer momento em que se sentir sobrecarregado ou chateado. Apenas Violete o que está acontecendo, no momento, aqui e ali.

Publicado primeiramente em The Spirit Mountain Chronicle, Mt. Shasta, CA, Inverno de 2007.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

O que é Sangha?


Tradução livre e espontânea, do inglês para o português, sem revisão, para fins de exercício e estudos e uso não comercial.

Para esclarecer, pode haver alguma confusão no modo como a palavra sânscrita Sangha é utilizada. Na verdade, existem definições bem distintas.

1.       Uma definição corrente popular que inclui todos os praticantes do Budismo.

2.       Um termo mais popularmente aplicado apenas para a comunidade de monges e freiras ordenados.
3.       Uma definição mais estrita oriunda da escritura aplicada aos praticantes que realizaram, ao menos, a vacuidade diretamente.

Durante sua vida, o Buda aconselhou muitas pessoas sobre como evitar distrações do caminho espiritual. Buda nunca ensinou um número de votos para monges ou freiras, mas eles foram extraídos posteriormente por mestres Budistas a partir dos ensinamentos do Buda.

É importante entender que monastérios provaram ser absolutamente essenciais para a preservação dos ensinamentos e práticas budistas. Alguns podem dizer que os monastérios são as “plantas do poder” da tradição budista.

Para budistas, a Sangha são amigos espirituais e sua importância é explicada no Sutra Upadha.

Venerável Ananda disse ao Abençoado: ´Esta é metade da vita santa, Abençoado – a amizade admirável´. O Buda replicou: ´Não diga isso... Amizade admirável é na verdade a completude da vida santa. Quando um monge [ou qualquer pessoa] possui amigos admiráveis como amigos... ele pode esperar desenvolver e perseguir os Oito Caminhos Nobres”.
A partir dessa linha de raciocínio, é possível entender como amizade admirável, companhia admirável, camaradagem admirável é verdadeiramente o Todo da vida Santa. É em dependência de mim, como um amigo admirável, que as pessoas sujeitas ao nascimento foram liberadas do nascimento, que pessoas sujeitas a envelhecer foram liberadas do envelhecimento, que pessoas sujeitas à morte foram libertas da morte, que pessoas sujeitas ao arrependimento, lamentações, dores, sofrimentos foram liberadas da tristeza, lamentações, dores e sofrimentos. É a partir dessa linha de raciocínio que é possível entender como admirável amizade, admirável companhia, admirável camaradagem é na verdade o Tudo da vida Santa”

Algumas notas sobre a Ordenação

Monges e Freiras são revolucionários. Eles nutrem uma grande aspiração em seus coraçãos e é assim que eles têm a força para cortar a rede dos agarramentos humanos. Eles vão além da vida familiar para entrar no caminho do Buda e eles aspiram amar e ajudar a todos, não apenas uma pessoa. Monges e Freiras nutrem a própria liberdade para que eles possam ser a fonte de felicidade para muitas pessoas. Vendo quanto existe de agarramento e sofrimento neste mundo, eles sentem compaixão e querem ajudar as pessoas que estão sofrento. Thich Nhat Hahn em Stepping from Freedom.

Encontrei algumas dicas que achei úteis para entender como é ser um monge ou freira Budista:

-- Para ser um Budista não é necessári oordernar-se monge ou freira. Nem é necessário tornar-se Buda. A ordenação é conhecida por não ser necessária – embora seja bem sábio evitar as distrações de uma vida humana.

-- Um monge ou freira não necessariamente são seres iluminados. É necessário considerar isso ao julgá-los (um mau hábito, por exemplo). A exemplo de todos nós, eles estão tentando viver o melhor de suas vidas ao seguir uma vida espiritual e eles têm tarefas importantes para manter seus votos, os quais nem sempre são fáceis. Criticá-los é fácil, mas geralmente não ajuda a ninguém.

-- Em geral, todas as tradições utilizam os mesmos votos. Celibatário (sem sexo) é sempre parte dos votos dos monges e freiras. Quando não houver a tradição do celibatário nos votos, é possível questionar a origem da tradição.

-- A depender da tradição, os votos são feitos para a vida toda ou por um curto período de vida. Por exemplo, na Tailândia é recomendado a todo jovem viver pelo menos um período em um monastérios. Em contraste, no Tibet, os votos para se tornar monges ou freiras são para a vida toda, embora os votos possam ser devolvidos caso a pessoa sinta que não os conseguirá cumprir.

--É importante considerar o estudo dos votos antes de aceita-los como seus.

-- Para as pessoas querendo ser ordenadas pelo Dalai Lama, existe a possibilidade de realizar isso nos ensinamentos de Losar (geralmente em Fevereiro) em Dharamsala, India.

-- Pode ser confuso em alguns momentos, mas nem todo mundo que usa as túnicas são monges ou freiras. Portanto, nem todo mundo que parece um monge ou freira toma para si os mesmos votos.

a) Existem muitos graus de ordenação para monges e freiras, similarmente para noviças nas ordenações cristãs. Em todos os graus existem os votos de celibato.

b) Em alguns monastérios Tibetanos, as pessoas podem usar as mesmas roupas.

c) No Tibet existem tradições tântricas que não são celibatárias.

d) No Tibet, existem tradições tântricas que não são ordenadas completamente.

e) Na tradição Zen Japonesa, existem pessoas conhecidas como monges ou freiras, mas eles não receberam as ordenações usuais. São semelhantes aos padres ou pastores.

f) Na tradição de Theradava, a ordenação de mulheres se perdeu ao longo dos tempos, portanto, não existem freiras. Alternativamente, você pode encontrar nestes monastérios mulheres vestidas de branco que tomaram para si votos extras.

g) Na tradição Tibetana, apenas a ordenação de noviças existe e a completa ordenação de mulheres se perdeu.

Os benefícios da Sangha

No Sutra Mahiparinirvana, Buda Shakyamuni deu um número de condições que a Sangha deve preencher para assegurar a prosperidade e crescimento da Sangha. São elas:

Sete condições

Assembléias frequentes e numerosa

Encontros e dispersões pacíficas e estar presentes na Sangha em concórdia.

Demonstrar respeito, honra e veneração para os mais velhos Bhikkus, para aqueles mais antigos, os pais e líderes do Sangha e pensar que vale a pena ouví-los.

Sete condições adicionais

- Não se aprazer de atividades, fala, dormir, companhia, companheiros.

-- Não ficar sob efeito do feitiço de desejos maldosos

- Não parar no meio do caminho ao atingir um passo.

Sete boas qualidades

Fé, vergonha moral, medo do mau comportamento, proficiência no aprendizado, resolução, sabedoria, *mindful*

Sete fatores para a iluminação

Cultivar o vazio da mente, investigar os fenômenos, cultivar energia, cultivar o prazer, tranquilidade, concentração e equaniminidade.

Sete condições adicionais

Cultivar a percepção da impermanência, da falta de ego, das impurezas do corpo, da fragilidade do corpo, renúncia, impassibilidade e cessação.

Seis condições para serem lembradas

Atender a todos com bondade carinhosa no ato, na palavra, no pensamento, tanto em grupo quanto no privado.

Respeitar o que for ofertado.


Em conjunto com os irmãos, treinar abertamente e no privado as regras de comportamento.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O Sutra Coração Prajna Paramita.

Este texto é um exercício de tradução e serve para fins de estudo. Tradução espontânea, sem revisão.

O Sutra Coração Prajna Paramita com versos sem um suporte e um comentário em prosa com os comentários do Venerável Tripitaka Master Hsuan Hua

Traduzido para o português a partir da versão inglesa realizada pela Buddhist Text Translation Society.

Primeira Introdução
Este livro é extraordinário por incontáveis maneiras. É um dos registros de sabedoria que podem ser consultados, folheados ou lidos diligentemente muitas vezes com inestimável benefício, pois cada repetição revela ao leitor uma nova profundidade ou um novo horizonte. Em um livro dez vezes mais extenso, a pessoa pode não elogiar completamente o seu valor como uma chave para compreender a vida humana.

O centro deste livro é o Sutra Coração Prajna Paramita em si mesmo. Com apenas dezesseis sentenças em inglês e meros 262 caracteres em chinês, o Sutra Coração - como é conhecido - é nada menos do que a ideia de sabedoria de Buda condensada. Ele ensina perfeitamente os ensinamentos do não-agarramento, que é a doutrina da vacuidade. Como o venerável mestre Hsuan Hua diz em seu comentário, é o coração do coração no interior do coração. Por mais de dois milênios foi recitado diariamente nos monastérios budistas, conventos e albergues, numa prática que continua até hoje e agora cresce em todos os continentes da Terra. Provavelmente, alcança o milhar o número de seres humanos que estudaram, memorizaram, recitaram e guardaram o Sutra Coração.

O Sutra Coração é uma soma, não uma introdução. Ainda porque apresente apenas os tópicos essenciais, é utilizado na tradição Budista como um texto apto para introduzir os ensinamentos para novos estudantes. Leitores modernos que são novos no treino do Budismo fazem o melhor ao iniciar seus estudos por este volume. A presença dos comentários explicativos, entretanto -alguns como os do venerável mestre Ksuan Hua (inclusos aqui) – tornam o Sutra Coração mais acessível aos estudantes, praticantes do Caminho, e também aos leitores ordinários. Apenas os mais avançados mestres podem esperar atingir o profundo conteúdo do Sutra por si mesmos sem a adição de um professor. Alguém que explique os significados é necessário para a perfeita compreensão dos sentidos tão condensados no texto. Verdadeiramente, não apenas o Sutra Coração, mas todas as escrituras budistas, desta mais curta ao Avatamsaka Sutra – a mais extensa de todas – são melhor estudadas com os comentários explicativos, que são dados tanto em palestras como em poemas e ensaios, proferidos por mestres iluminados que realizaram os princípios básicos dos sutras em suas próprias vidas.

Por que a experiência espiritual, mais do que o profundo conhecimento por si mesmo, necessitam dos comentários como pré-requisito? Os ensinamentos de Buda são muito profundos. A formulação concisa do Sutra Coração pode parecer extremamente difícil à primeira vista. Os ensinamentos não são meras abstrações que só poderiam ser compreendidas apenas com o saber de um especialista. A preocupação do Sutra Coração e todos os sutras de Buda fala simplesmente da morte e vida dos seres viventes. O que Deus é, o que é o Mal, o que o mundo é, por que nós nascemos e para onde vamos quando morrermos, o que fazer conosco uma vez que não estivermos mais no mundo, como podemos parar o nosso sofrimento e encontrar felicidade verdadeira para nós e para os outros: são estas as questões respondidas por Buda. Ele falou apenas sobre o que realmente importa. Na sua vida, ele abriu mão das riquezas, poder, fama e dos prazeres momentâneos na intenção de atingir o que as pessoas realmente precisam: compaixão e sabedoria. Para isso, ele proferiu os sutras para ensinar aos outros como fazer o que ele descobriu como fazer. Se os sutras são livros de conhecimento, então, eles o são apenas na intenção de servir ao seu propósito maior de guiar seres na vida e na morte. Para falar ou escrever um comentário explicativo de um dos sutras de Buda, não é necessário ser um pesquisador, embora o treino estudioso possa ajudar. A pessoa, a exemplo do grande mestre Hui Neng, do Sexto Patriarcado na China, pode ser incapaz de ler uma única palavra. O que o comentador deve ser é um Mestre da Vida e da Morte, uma pessoa que realizou em seu próprio coração o que realmente é necessário para ser um Ser Humano.

Os dois comentários que se seguem nas próximas páginas, iluminando e tornando claras os significados sutis do Sutra Coração são o trabalho do venerável mestre Hsuan Hua.O venerável  mestre combina em uma mesma pessoa as qualidades de estudioso do Budismo e uma mestria dos princípios de vida contidos no sutra. É seguro dizer que esta combinação, muito comum nos tempos em que o Budismo florescia na Ásia, pode nos nossos dias ser enormemente difícil – se não impossível de encontrar em outros lugar que não seja aqui. Nestes dois comentários – um escrito em verso e o outro em prosa – o venerável mestre atém-se à luz do conhecimento e luz das sentenças preciosas do Sutra e, por isso, cada faceta brilhante do sutra brilha em muitos diferentes planos dos ensinamentos de Buda. As famosas listas Budistas – os oito caminhos erguidos, que pertencem às trinta e sete categorias de iluminação; as quatro verdades, os três sofrimentos e os oitos sofrimentos, os três obstáculos, os oito ventos, os seis básicas aflições e vinte subsidiárias – cada uma dessas são explicadas em pormenor neste volume. O mesmo ocorre com as palavras em Sânscrito que já foram aceitas na linguagem inglesa como uma tradição suprema e antiga – Budha, Bodhissattva, Dharma, Sangha, Arhat, samadhi – e as doutrinas que já começaram a mudar o escopo mental do ocidente moderno : karma, preceitos, respeito pela vida, sair de casa, iluminação. Por todas explicações claras e vivas – algumas vezes graciosas, outras contundentes – o venerável mestre nunca falha de guiar o leitor de volta ao ensinamento central do Sutra: o não agarramento, que é a base da compaixão e sabedoria da iluminação.

O nascimento do venerável mestre Hsuan Hua foi um começo extraordinário. Em um sonho, sua mãe viu Amita Buddha emitindo uma luz brilhante inundando todo o mundo e ela acordou dando a luz ao mestre enquanto uma rara fragrância espalhava-se no quarto. Ele tinha apenas 11 anos quando decidiu dedicar sua vida para cultivar os ensinamentos de Budha. Enquanto brincava com amigos, ele viu o corpo morto de uma menininha bebê e, não sabendo do que se tratava, ele voltou para casa para perguntar. Um amigo da casa informou que a morte era inevitável para todos, a não ser que eles fossem capazes de acabar ao mover a roda da vida e da morte ao seguir os passos dos Budas. Ele resolveu sair da vida de casa imediatamente para se tornar um bhikshu, um monge Budista. Ele honrou o pedido de sua mãe e manteve-se na casa dos pais até a morte deles, para cuidar dos dois em suas vidas anciãs.

No ano seguinte, no aniversário do Bodhissattva Avalokteshvara, o mestre sonhou que uma anciã vestindo uma roupa de monges ordenados e um cordão de contas. Ela apareceu para guia-lo através da selvageria na qual ele estava perdido. Ela irradiou compaixão enquanto o guiava pela rua que estava repleta de buracos profundos e perigosos. Ele sabia que se houvesse transposto  o caminho sozinho seria bem mais difícil, embora não impossível de chegar em segurança. Enquanto ela o guiava, o caminho se tornou mais suave e seguro e ele podia ver perfeitamente em todas as direções. À frente, estava sua casa. Olhando para trás, ele viu muitas pessoas o seguindo – novos e velhos, homens e mulheres, Sangha e estudiosos. “Quem são essas pessoas?”, perguntou. “De onde vieram e para onde vão?”

“Eles possuem afinidades com você”, ela disse, “e eles também querem ir para casa. Você deve guia-los bem e deve mostrar para eles o Caminho e, desse modo, todos podem chegar com tranquilidade ao Nirvana. Eu tenho um trabalho importante a fazer em outro lugar e devo deixar você agora, mas nos reencontraremos”.

O mestre perguntou o nome dela e onde ela vivia. “Você irá me encontrar quando chegar em casa”, ela disse, “Não há necessidade de perguntar muitas coisas”. De repente, ela desapareceu. O mestre guiou as pessoas com segurança até casa e acordou de seu sonho sentindo-se extremamente feliz.
Durante aquele ano, ele começou se curvando aos pais três vezes para cada um,  pela manhã e pela tarde, doze curvaturas ao dia. Então, ele pensou: “O mundo é maior do que meu pai e minha mãe” e ele começou a curvar-se para os céus, para a Terra, para o Imperador e para seus professores. Ele curvou-se para os Budhas, Bodhissattvas, para os Iluminados, para os Arhats e para todas as boas pessoas do mundo na intenção de agradecê-los, em benefício de todos que eles haviam ajudado, por todos os gestos bons realizados.

“Más pessoas são de sentir pena”, ele pensou, e curvou-se para eles, pedindo que as ofensas carmicas caso eles aprendessem a se arrepender e a se reformarem. Ele pensou em si mesmo como o pior dos ofensores. Ele pensou cada vez mais em pessoas para se curvar até que ele estava curvando-se 837 vezes de manhã e 837 vezes na tarde, por volta de 3 a 4 horas por dia.

O mestre não deixava que ninguém o visse se curvando. Ele acordava às 4 da manhã, lavava seu rosto, ía para fora, acendia um incenso e curvava-se a despeito do tempo. Se houvesse neve no chão, ele curvava-se na neve. Durante a tarde, após todos na casa terem ido para cama, ele ía para fora e curvava-se novamente. Ele manteve essa prática por seis anos.

A sua devoção filial, que se tornou conhecida além de sua vila, tornou-o conhecido como Filial Son Pai. Quando sua mãe foi enterrada, ele manteve-se ao lado de seu túmulo, onde meditou por três anos.O vento do inverno, a chuva e a neve não o impediam. Ele vestia apenas um robe e comia uma vez por dia quando ofereciam comida a ele. Ele saiu de sua vigília apenas uma vez, quando foi para o templo das Três Condições no P´ing Fang.

Ao lado do túmulo de sua mãe, o monge leu muitos sutras. Quando ele leu pela primeira vez o flor de Lótus Sutra ele pulou de alegria. Ele ajoelhou-se e recitou os versos por sete dias e sete noites, esquecendo-se de dormir, comer e, em um momento, o seu sangue subiu aos olhos e sua visão esmaeceu. Então, ele leu o Shurangama Sutra, investigando o grande Samadhi e contemplando-o silenciosamente: as três paradas, as três contemplações, sem se mover e sem estar quieto. O mestre disse sobre essa experiência:

Comecei a obter uma mente singular e uma profunda permanência, iniciei a penetrar no estado de noema. Quando lia o Sutra Avatamsaka, a iluminação se tornava um escopo sem limite, indescritível em sua magnificência, insuperável em sua segurança** (loftness – sótão, pombo) e inefável em sua clareza. O mestre nacional Ch´ing Liang disse:
Abrindo e fechando o misterioso e sutil
Compreendendo e expandindo a mente e seus estados
Exaurindo o princípio enquanto penetramos na natureza
Penetrando os resultados que incluem a causa
Profundo, amplo e misturado
Vasto, grandioso e totalmente completo.
É certamente isso! Isso é certo” Naquele tempo, eu não pude colocar a experiência em texto, então eu me curvei e recitei o Grande Sutra. Fiz votos para ver em mim a sua vasta circulação.

Quando os deveres filiais do Mestre foram completos, ele foi para reclusão na caverna de Amithaba à leste de sua vila. Devotou-se na meditação dhyana e praticou um rigoroso ascetismo, comento apenas sementes de pinhos e bebendo água da primavera. A área era cercada por animais selvagens, mas eles nunca perturbaram o mestre. Lobos e ursos comportavam-se como animais domesticados, tigres paravam para ouvir suas instruções e pássaros selvagens ouviram o Dharma maravilhoso.

Após sua estada nas montanhas, o mestre retornou para o monastério das Três Condições onde trabalhou incansavelmente para a propagação do Dharma e onde ajudou o mestre Ch´ang Chih e Ch´ang Jen para expandir o monastério. Durante estes anos, ele visitou muitos templos budistas locais e permaneceu em meditação intensiva e sessões de recitação. Caminhou muitos quilômetros para ouvir leituras e palestras dos sutras em adição às suas próprias leituras. Ele visitou muitos templos não-budistas e aprendeu através de suas crenças.

Em 1946, o mestre fez uma peregrinação até a montanha de P´u T´o, onde recebeu a completa ordenação de Bhikshu em 1947. Em 1948, após 3.000 quilômetros de viagem, ele atingiuo monastério de Nan Hua perto de Canton e curvou-se diante do venerável mestre Hsu Yun, o 44º. Patriarca da linhagem de Buda Shakyamuni. Em seu primeiro encontro, o venerável mestre Yun, que tinha 109 anos na ocasião, reconheceu o mestre como um vaso valioso do Dharma e um dos seres capazes de sua propagação, ele certificou a habilidade espiritual do Mestre e transmitiu a ele o maravilhoso selo mente a mente de todos os Budas. Isso foi certificado por um documento, solidificando a linhagem pura de transmissão do Dharma.

Desde 1950, o mestre saiu de sua função de diretor do instituto hynaiahna Nan Hua para o estudo de Vinaya, no Nan Hua e seguiu para Hong Kong. Ele viveu em uma montanha nos novos territórios, até que um grande fluxo de membros do Sangha solicitaram sua ajuda para estabelecer novos monastérios e templos. Ele mesmo abriu dois templos e um centro de leitura e ajudou a levar adiante a construção de muitos outros. Ele viveu em Hong Kong por doze anos. Durante esse tempo, milhares foram influenciados por sua cultivação árdua e sua maravilhosa maneira de buscar a refúgio nas Três Jóias, em cultivar a porta do dharma ao recitar o nome de Budha e ao propiciar a divulgação do Budhadharma. O mestre financiou a execução de muitas imagens sagradas e impressão de sutras e de leituras do Dharma. A sua grande compaixão nos Dharmas da Cura continuam a aliviar o sofrimento de muitos.

Em 1962, o mestre trouxe o Dharma para a América, onde ele se estabeleceu em São Francisco, iniciou uma meditação e esperou para que passassem as causas para os cortes de seus frutos. No começo dos anos de 168, o Mestre declarou que a flor do Budismo deveria florescer no ano com cinco pétalas. Em junho, o Mestre iniciou uma conferência de 96 dias de Dharma com o Shungarama Sutra e cinco dos discípulos americanos saíram de casa e tornaram-se bhikshus e bhikshunis sob a guiança do Mestre. Durante essas décadas, milhares de pessoas saíram de suas casas em América e buscaram pela guiança do Mestre.

Desde 1968, o mestre finaliza comentários completos no Sutra Coração, Sutra Vajra (Diamante), Jóia-Dharma dos Sexto Patriarcado, Sutra Amithaba, Sutra of the Past Vows of Earth Store Bodhissattva, Sutra, Grande Coração de Compaixão Dharani, Sutra Flor de Lótus, Sutra em 42 seções, Shramanera Vinaya e outros. Em Junho de 1971, ele começou e em 1979 ele terminou os oitos anos de palestras sobre o Sutra Avatamsaka, o Sutra do Reino do Dharma. Estes textos, em conjunto com os comentários do Mestre, são traduzidos para o inglês e outras línguas do ocidente pela Sociedade Ocidental de Tradução de textos Budistas. Já foram publicados 32 volumes.

Em 1971, o Mestre estabeleceu o Monastério da Montanha de Ourio em São Francisco como um lugar para a prática do budismo ortodoxo. O mestre fez um voto para que, onde ele fosse, ele levasse o Dharma para que o Dharma dos Tempos Finais não aparecesse. A Doutrina da Montanha de Ouro expressa a força deste voto:

Congelando, nós não maquinamos
Morrendo de fome, nós não imploramos
Morrendo de Pobreza, pedimos por nada.
Nós acordamos com situações, mas nõs não mudamos
Não mudamos conforme as condições
Estes são os três grandes princípios.
Renunciamos nossas vidas para realizar o trabalho de Budha
Modelamos nossas vidas para criar habilidades
Para realizar revoluções no ordenamento de Shanga
Em nossas ações, nós compreendemos princípios
Desse modo, nossos princípios são revelados em nossas ações
Carregamos o pulso do Patriarcado selado de mente em mente.

Em 1976, o Mestre estabeleceu a Cidade dos 10.000 Budas, um lugar de 420 acres com 60 prédios na Califórnia. A cidade oferece aos estudantes sinceros e cultivadores uma grande variedade de portas onde eles podem encontrar suas próprias sabedorias na intenção de beneficiarem a si mesmos e a todos os seres sencientes.

Na América, milhares de pessoas tomam refúgio nas Três Jóias e aceitam o Mestre como seu professor. O mestre fez votos de que até que Todos os seus discípulos se tornem Budhas, ele permanecerá um não Budha. Ele irá esperar. Enquanto isso, ele gira a roda do Dharma continuamente e usa todas as oportunidades para ensinar e transformar as vidas dos seres viventes.

Gelo no céu
Neve no chão
Pequenas criaturas inumeráveis podem morrer no frio
Ou dormir em hibernação
Contempla no meio da permanência
Investiga o meio do movimento
Quando você briga com dragões
E subjuga tigres como um esporte constante
Fantasmas choram e espíritos lamentam
Em transformações mágicas estranhas
O sentido do que é realmente real
É asseverado por palavras
Não podem ser pensadas
E você deve se mover rapidamente
Com o grande e o pequeno destruídos
Sem dentro e sem fora
Cada monte de poeria
Contém o reino completo do Dharma
Completo, inteiro e perfeitamente fundido
Interpentrado sem obstruções
Com dois punhos fechados
Quebrando a cobertura do espaço vazio
Engolido na boca
Da fonte do oceado da Terra Pura dos Budas
Com bondade e compaixão resgatamos todos
Sem poupar sangue ou suor
E sem nunca pausar para descansar.
Venerável Mestre Hua

Introdução de Kuo Chuo rounds.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Benefícios ao recitar Om Mani Padme Hum

Por Lama Zopa Rinpoche

Disponível em: http://www.buddhasvillage.com/teachings/lzbenefits.htm

 Os benefícios em recitar OM MANI PADME HUM são tão infinitos como os céus. A depender o quão perfeitamente qualificada seja a mente de um ser e sua motivação, mesmo recitar OM MANI PADME HUM uma única vez pode purificar todo o carma negativo. Por exemplo, um monge completamente ordenado que recebeu vitória sobre todas as quatro derrotas pode purificar completamente todo o pesado carma negativo ao recitar OM MANI PADME HUM apenas uma vez. Então, é um mantra muito poderoso.

Recitando Um Mil Mantras a Cada Dia

Nestes ensinamentos, é dito que os benefícios ao recitar OM MANI PADME HUM são tantos que as explicações nunca cessarão. Foi explicado que, se um ser recitar OM MANI PADMU HUM uma mil vezes a mais que suas crianças, todos os dias, os filhos dos seus filhos e mais de sete gerações de sua linhagem nunca renascerão nos reinos inferiores. Por isso, os pais possuem uma grande responsabilidade! Este é um dos modos pelos quais os pais podem beneficiar seus próprios filhos e seus netos. Se um ser recitar mil vezes OM MANI PADME HUM todos os dias, o seu corpo se torna abençoado. Quando uma pessoa recita mil vezes OM MANI PADMU HUM todos os dias e deita seu corpo n´água – num rio ou oceano, por exemplo – a própria água torna-se abençoada. Qualquer coisa tocada pela água – peixes, pequenos ou grandes animais, ou mesmo pequenos insetos – tem seu carma negativo purificado e eles não renascem em reinos inferiores. Se alguém recitar OM MANI PADME HUM mil vezes todos os dias, no dia de sua morte, quando seu corpo for queimado, mesmo a fumaça derivada deste ato purifica o carma negativo de qualquer pessoa que a toque ou a cheire. O carma negativo dos seres sencientes que renasceriam em reinos inferiores é purificado.

Quinze maiores benefícios

Existem quinze maiores benefícios, que são os mesmos para o mantra mais curto ou mais longo. Na verdade, existem benefícios incontáveis, mas se ao recitar a pessoa se lembrar destes quinze, ela lembrará os mais importantes que integram as linhas gerais e derivadas.
 1. Por todas as vidas, o ser pode se encontrar com reis virtuosos – reis virtuosos como sua Santidade o Dalai Lama e outros líderes virtuosos – e por estarem presentes em um espaço onde existe um rei virtuoso, a pessoa poderá praticar o Dharma.
 2. O ser sempre renascerá em lugares virtuosos onde a prática do Dharma floresce, onde existem muitos templos, onde o ser pode realizar muitas oferendas, onde existem muitos objetos sagrados, estátuas, estupas e muito mais. Existir em um lugar onde esses objetos existem são oportunidades para praticar o Dharma, para criar a causa da felicidade e para acumular mérito. Estar em um lugar onde existem muitas pessoas que praticam o Dharma é causa para inspirar a prática do Dharma, a causa da felicidade.
 3. O ser sempre encontrará tempos afortunados e boas condições, que facilitarão a prática do Dharma. Existirão muitas coisas boas acontecendo para inspirar a prática do Dharma, para receber instruções e para meditar.
 4. O ser sempre terá oportunidade para encontrar amigos virtuosos.
 5. O ser sempre receberá um corpo humano perfeito.
 6. A mente do ser sempre será familiar com o caminho e com a virtude.
 7. O ser não permitirá que seus votos e moralidade degenerem.
 8. As pessoas ao lado do ser – família, estudantes do Dharma, pessoas no trabalho e outras – serão gentis e harmoniosas contigo.
 9. O ser sempre terá saúde e meios para viver.
10. O ser será sempre protegido e servido por outros.
 11. O ser jamais terá sua saúde e fortuna roubada ou tomada por outros.
 12. Tudo o que o ser desejar, será alcançado.
 13. O ser será sempre protegido por negas e devas virtuosos.
 14. Em todas as vidas, o ser verá o Budha e terá condições para ouvir o Dharma.
 15. Ao ouvir o puro Dharma, o ser terá habilidade para atualizar a profunda perfeição da vacuidade.

 É dito nos ensinamentos que qualquer pessoa que recitar este mantra com compaixão – devas ou humanos – receberão estas virtudes. Em adição, o mantra tem o poder de curar muitas doenças e de proteger de muitas feridas. O Buda da Compaixão manifestado em forma de mantras direciona-nos à iluminação. Em relação ao corpo Sagrado do Buda da Compaixão, fazemos oferendas, acumulamos mérito, purificamos e meditamos. Assim, o Buda da Compaixão manifesta-se na forma do mantra OM MANI PADME HUM. Recitar este mantra unifica o nosso carma negativo e leva-nos a atualizar todo o caminho para a devoção ao guru através da renúncia, bodhichitta e vacuidade em dois estágios do tantra. Assim, teremos condições para trazer todos os seres sencientes para a iluminação. Estes são os benefícios do mantra. É o discurso sagrado do Buda da Compaixão manifestado em um modo externo para beneficiar a todos nós.

 https://www.youtube.com/watch?v=0Ix9yfoDHJw

domingo, 24 de junho de 2012

São João Menino

Hoje é domingo. São João e aniversário. Relembro algumas cenas no cinema com o cursor piscando, apenas a tela e as idas e vindas das palavras sendo escritas, apagadas ou corrigidas. Lembro das máquinas de escrever, com manuscritos enormes em filmes menos recentes. Uso, ainda, uma máquina de escrever Olivetti pequena e verde. Está sem fita hoje. Nasci neste trânsito do tempo, entre fogos de artifício, no calor de uma fogueira, em um dia de São João.